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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Consumo de chocolate e menores riscos de insuficiência cardíaca.

Um novo estudo, publicado na Circulation: Heart Failure, um jornal da American Heart Association, descobriu que mulheres suecas de meia idade e idosas, que comeram regularmente uma pequena quantidade de chocolate tinham menores riscos de riscos de insuficiência cardíaca.


Uma notícia interessante para aquelas pessoas que não vivem sem um pedacinho de chocolate. Acreditem se quiserem, mas o chocolate, realmente, faz bem. Um estudo de nove anos, publicado ontem no Journal of American Hearth Association e realizado com 31.823 mulheres suecas idosas e de meia idade, observou uma relação entre consumo de chocolate de alta qualidade e risco de insuficiência cardíaca.
Já há algum tempo, se sabe dos benefícios do consumo moderado de chocolate, no entanto, todos os estudos anteriores, que davam embasamento científico para estas afirmações, eram de curto prazo, sendo este o estudo mais longo já realizado.
O chocolate transmite sensação de prazer, promove bem-estar e alivia a tensão. O responsável por isso é uma substância chamada feniletilamina, que estimula a produção da serotonina, que atua no cérebro junto às emoções.
Muita gente ainda crê que o consumo de chocolate aumenta a incidência de acnes, no entanto, um estudo realizado no Departamento de Dermatologia da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia provou que esta relação não existe.
A qualidade do chocolate consumido pelas mulheres suecas possuía um maior teor de cacau e densidade relativa ao chocolate meio amargo para os padrões americanos. O chocolate amargo possui uma maior concentração de flavonóides que são compostos químicos com várias funções nutricionais diferentes, no caso do estudo, eles atuam como fator de proteção para o coração.
Neste estudo, os pesquisadores perceberam que:
  •     As mulheres que consumiram uma média de 1-2 porções de chocolate de alta qualidade por semana tiveram um risco 32 % menor de desenvolver insuficiência cardíaca.
  •     Aquelas que consumiram 1-3 porções por mês tiveram um risco 26 % menor.
  •     Aquelas que consumiram pelo menos 1 porção por dia ou mais, não pareceram se beneficiar de efeito protetor contra a insuficiência cardíaca.
Apesar deste estudo apresentar benefícios do consumo do chocolate, vale lembrar que a quantidade consumida pelas suecas foi pequena. Variou de 19 a 30g. E seu consumo diário não apresentou benefício. Este só ocorreu quando o chocolate era consumido em poucos (2) dias por semana. Ou seja, não adianta nada agora usar estas informações como desculpa para comer chocolate todo dia e em quantidades maiores.
O excesso de chocolate aumenta a chance de ganhar peso e gordura localizada.
E ainda, se você gosta de chocolate mas não tolera o tipo amargo, não haverá benefício algum, pois no chocolate ao leite, uma parte da massa de cacau é substituída por leite.
Ganha-se em sabor, pois fica mais gostoso, mas perde-se em benefício à saúde, pois como mostra o estudo, o chocolate consumido pelas suecas havia uma maior concentração de cacau, ou seja, era do tipo amargo.

Caso você tenha interesse em ler o estudo completo, baixe o PDF aqui.
Até mais...

Referências:
MOSTOFSKY,  E. et al - Chocolate Intake and Incidence of Heart Failure: A Population-Based, Prospective Study of Middle-Aged and Elderly Women. Circulation Heart Failure, Am Heart J, 2010.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O ganho de massa muscular não exige levantamento de pesos pesados, diz estudo.

Exercícios de carga baixa e alto volume são mais eficazes na indução do anabolismo muscular que exercícios de alta carga e baixo volume.

 Um fato comum e considerado quase como uma regra básica da musculação é: "para construir massa muscular você precisa levantar pesos pesados". No entanto, um novo estudo realizado na Universidade McMaster revelou que é possivel obter um grau similar de fortalecimento muscular usando pesos leves. O segredo é realizar o exercício até chegar a fadiga muscular.

Os resultados estão publicados na revista PLoS ONE.

"Ao invés de sofrer para levantar pesos pesados, você pode pegar algo mais leve, mas você tem que levantar até que você não possa levantá-lo mais", diz Stuart Phillips, professor associado de cinesiologia na Universidade McMaster. "Estamos convencidos de que o crescimento muscular significa estimular o tecido muscular a desenvolver proteínas para um músculo novo, um processo que em pouco tempo acumula músculos maiores no corpo."

Phillips elogiou o autor sênior e Ph.D., estudante, Nicholas Burd por planejar o projeto, mostrando que realmente não é o peso que você levanta, mas o fato de você levar o músculo à fadiga completa que é o ponto chave na construção muscular. O estudo usou pesos leves, representando uma porcentagem do que os sujeitos poderiam levantar. Os pesos pesados foram ajustados para 90% de 1RM (repetição máxima) e os pesos leves em apenas 30% daquilo que as pessoas podiam erguer (1RM). "É um peso muito leve", diz Phillips. Nota-se que 90-80% de 1RM, geralmente é algo que as pessoas podem levantar de 5-10 vezes antes de fadiga. Já 30% da carga máxima, os indivíduos podem levantar pelo menos 24 vezes antes que sintam cansaço.

"Estamos animados para ver onde este novo paradigma vai chegar", disse Phillips, acrescentando que esses novos dados têm um significado prático para os esportistas, mas ainda mais importante para as pessoas com a massa muscular esquelética comprometida, como idosos, pacientes com câncer, ou aqueles que estão se recuperando de algum trauma.


Os detalhes do estudo vocês podem ver na íntegra, acesse: http://www.plosone.org ou a versão completa em PDF: aqui


Até mais....

Referências:
BURD, N. et al. Low-Volume de Carga de Alta Resistência exercício estimula Muscle Protein Synthesis More Than High Load-Volume Low Resistance Exercise em Young Men. PLoS ONE, 2010.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Modelo prevê necessidades individuais de vitamina D

Seu tom de pele ou a quantidade de luz solar que você recebe - além dos alimentos que você come - todos podem influenciar na quantidade de vitamina D que seu corpo precisa para uma ótima saúde. De forma preliminar, e, aparentemente, uma pesquisa que o fisiologista Charles B. Stephensen e seus colegas desenvolveram, sugere um modelo capaz de prever os  requisitos individuais de vitamina D de cada um.

Os cientistas já sabiam, desde o início do século 20, que os nossos corpos são estimulados a produzir vitamina D quando os raios ultravioleta do sol atingem a nossa pele. Mas a quantidade de luz solar direta que uma pessoa recebe é afetada não apenas pelo tempo ao sol, mas também pela latitude, época do ano, pigmentação da pele, e mesmo a quantidade de roupas de proteção que se usa.

Para desenvolver o modelo preliminar, Stephensen e seus colegas trabalharam com 72 voluntários adultos jovens que forneceram registros contínuos de sua dieta por 7 - 8 semanas, além de usar crachás fotossensível 24 horas por dia,  assim os cientistas puderam determinar os níveis de exposição ao sol.

Dados dos voluntários - de ascendência Afro-americano ou Europeia - apresentaram  quantidades relativamente baixas de exposição solar sugerindo que eles podem precisar de vitamina D adicional para atingir um nível sanguíneo de 75 nanomoles de vitamina D por litro de plasma.


Stephensen adverte, porém, que alguns níveis de vitamina D indicados pelo modelo atualmente excedem o nível considerado seguro. Mais pesquisas, com um número maior de voluntários, poderia refinar a capacidade preditiva do modelo, diz.

A pesquisa foi publicada no início deste ano no Journal of Nutrition.


Referência:
USDA/Agricultural Research Service (2010, July 17). Model predicts individual's vitamin D needs.ScienceDaily. Retrieved July 22, 2010, from http://www.sciencedaily.com/releases/2010/06/100618112133.htm

Imagens:
http://3.bp.blogspot.com/_tRLuoimxV8I/ShQJE3fBJ-I/AAAAAAAAARs/qYueKLzcj7g/s400/sol.jpg
http://grupiv.files.wordpress.com/2009/11/vitamin-d.jpg

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