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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Musculação, metabolismo basal e perda de gordura

As variáveis mais importantes para a perda de gordura corporal são: gasto calórico total, ingestão calórica e balanço calórico, que é resultado da soma das duas primeiras variáveis.
Ou seja, o balanço calórico é a diferença entre as calorias ingeridas diariamente (ingestão calórica) e as calorias gastas diariamente (gasto calórico total).

Balanço Calórico = Ingestão Calórica (Kcal) - Gasto calórico Total (Kcal)

Caso o objetivo seja a perda de gordura corporal, devemos consumir menos ca lorias do que utilizamos e, neste caso, o balanço calórico será negativo.

Dentro do gasto calórico total temos duas variáveis de extrema importância: o metabolismo basal e as calorias gastas com atividades diárias.
Essas calorias dependem da quantidade de massa magra que o individuo possui.

A energia utilizada pelo organismo diariamente para a manutenção das funções fisiológicas em repouso é conhecida como metabolismo basal.
O metabolismo basal representa a maior percentagem das calorias que compõem o gasto calórico total, sendo responsável por 60-75% das calorias utilizadas diariamente pelo organismo.
As funções fisiológicas que compõem o metabolismo basal incluem a manutenção e funcionamento do sistema nervoso, pulmonar, cardiovascular e músculo esquelético.
O metabolismo basal é basicamente relacionado á massa magra do indivíduo e é afetado pela composição corporal, sexo, idade e fatores genéticos.
É estimado quem em cad a década de envelhecimento ocorra a diminuição de 2 a 3% no metabolismo basal, e isto é decorrente primariamente da perda de massa magra (Poehlman and Melby, 1998).

Hipoteticamente, aumentos na massa magra devem propiciar a elevação do metabolismo basal, maximizado assim o gasto calórico total.
O principal componente da massa magra é a musculatura e o treinamento com pesos é reconhecidamente a melhor e mais eficiente forma de aumento para a massa muscular.
Algumas pequisas têm demonstrado que o metabolismo basal aumenta em aproximadamente 6% após doze semanas de treinamento com pesos.
Por outro lado, neste mesmo período, indivíduos realizando apenas exercícios aeróbicos sofrem um decréscimo em torno de 2% em seu metabolismo basal.

Primariamente, estas mudanças estão correlacionadas com o impacto que estas formas de exercício têm sobre a massa magra.
Normalmente, quando realizado apenas o treinamento aeróbico sem a combinação com o treinamento com pesos,
é esperada a perda ligeira na quantidade de massa muscular e isto ocasiona o decréscimo no metabolismo basal,
desacelerando o processo de perda de gordura corporal após algumas semanas.

Por outro lado, o exercício resistido, por proporcionar o aumento da musculatura e do gasto energético total,
quando combinado a uma dieta adequada, resulta na grande diminuição do percentual de gordura corporal.
Porém, o exercício aeróbico é ainda de extrema importância, pois, além de seus benefícios á saúde,
ele ira ajudar a aumentar a queima de gorduras pelo aumento das calorias metabolizadas diariamente irá aumentar a eficiência do organismo,
principalmente o sistema muscular em processar gorduras como fonte de energia.

Em resumo, a formula para a perda de gordura consiste de três fatores:

Exercícios resistidos (PUMP, MUSCULAÇAO, PILATES , YOGA)

Exercícios aeróbios (STEP, SPINNING, AERODANCE, ARTES MARCIAIS)

Dieta (ALIMENTAÇÃO CONSISTENTE E EM HORÁRIOS REGULARES)

Quando estes fatores são combinados da forma mais adequada para os diferentes indivíduos realidades,
melhores resultados são obtidos do que em situações onde apenas um dos fatores é contemplado.

Fonte:
Marcos Muniz - Academia Wall Street Fitness

quinta-feira, 15 de julho de 2010

As calorias, nem sempre são equivalentes. Veja o porquê.

O GET (gasto energético total) é formado pela TMB (taxa metabólica basal), TID (termogênese induzida pela dieta) e FA (fator atividade). A TID é responsável aumento do metabolismo após a ingestão de alimentos e geralmente é responsável por cerca de 10% gasto energético diário em seres humanos. Ela varia de acordo com o teor de macronutrientes da refeição ingerida. O metabolismo de carboidratos é energeticamente mais dispendioso do que as gorduras e metabolismo de proteínas é o mais exigente de todos. Ou seja, em ordem, gasta-se mais energia no metabolismo de proteínas, depois carboidratos e por fim, gorduras.

De forma geral, a TID será maior se a refeição consumida for mais complexa, exigindo mais trabalho do fígado e liberação de inúmeras enzimas digestivas.
No último dia 16 de junho, foi publicado um artigo na Food & Nutrition Research, que mostrou as diferenças na TID de alimentos integrais e alimentos processados. Quando comparados com alimentos integrais, os processados possuem menor teor de nutrientes por caloria, menos fibras e excesso de carboidratos simples, tornando-os quimicamente mais simples e em consequência disto, de digestão mais fácil.

Os cientistas então, pegaram 18 indivíduos saudáveis (12 mulheres e 6 homens), com idades entre 18 e 56 anos, e os dividiram em 2 grupos. Cada um recebeu refeições regulares. Estas refeições eram isoenergéticas e possuíam entre 600 e 800 kcal, nas proporções de 15-20% de proteínas, 40-50% de carboidratos e 33-39% de gorduras. A diferença era a composição, pois um grupo recebeu uma refeição formada por alimentos integrais e o outro grupo, uma refeição formada por alimentos processados.

Ao fim do ensaio, eles encontraram o seguinte: A TID da refeição baseada em alimentos processados foi de 46,8% inferior ao TID da refeição baseada em alimentos integrais e, portanto, confere uma desvantagem metabólica em relação à obesidade.

Tudo isto comprova a importância dos alimentos integrais à saúde e seu uso em programas de reeducação alimentar.

Mostra ainda que as calorias não são iguais, pois mesmo as refeições sendo isocalóricas e em proporções semelhantes o gasto energético foi significativamente maior nos indivíduos que receberam a refeição baseada em alimentos integrais.

Esta conclusão me faz pensar: Será que as listas de substituições, que são baseadas em calorias, estão realmente corretas???

Quem quiser o artigo, baixe-o AQUI.
Até mais...

Referências de imagens:

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